
Como dito na postagens de inauguração sou engenheiro civil, mas me especializei em engenharia de transportes, mais precisamente em planejamento de transportes. Começarei portanto, devagando sobre esta temática que me é familiar e que causa tanta polêmica. Afinal, de"engenheiro de tráfego" e de louco todo mundo tem um pouco.
O objeto desta postagens será, portanto, a fiscalização eletrônica e iniciarei as discussões com transcrição de uma carta minha publicada hoje (21/03/2009) no jornal "O Povo":
FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA
FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA
Cada vez que é publicada uma matéria sobre fiscalização eletrônica, chovem comentários alegando a existência da indústria da multa. É notória a falta de cidadania de nossa população. O que estes equipamentos fazem é fiscalizar o limite de velocidade, só é multado quem está infringindo a lei! Não acredito que seja uma “indústria da multa”, mas se assim desejarem intitulá-la, defino aqui a principal matéria prima desta “indústria”: o motorista infrator! Quando estes estiverem em extinção talvez esta “indústria” abra falência. Acreditona “indústria da vida”, quem já perdeu alguém próximo em um acidente de trânsito sabe o que estou dizendo. "
Acho que a minha opinião sobre o uso da fiscalização eletrônica está bem clara neste texto, mas complementarei dando uma dica aos políticos. Queria dizer, primeiramente, que a grande maioria da população (parcela que não tem veículo particular) é a favor da fiscalização eletrônica. Sugiro que consultem qualquer prefeitura e vocês verão a quantidade de solicitações feitas pela população pedindo (ou implorando) a implantação de fiscalização eletrônica, principalmente nos bairros da periferia. Conclusão: Reflitam antes de manifestarem suas opiniões sobre este assunto. Talvez a opinião da maioria do eleitorado seja diferente.
Finalizo, repetindo mais uma vez que só é multado quem infringe as leis de trânsito e que não acredito na indústria da multa e sim na indústria da vida.
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